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CONARH 2022: a gestão de pessoas e de negócios para o futuro, hoje


Nos dias 18, 19 e 20 de abril, estivemos na 48ª edição do CONARH - Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas - evento promovido pela ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) que reuniu mais de 15 mil profissionais do setor para uma imersão nos temas como gestão de pessoas, desenvolvimento de talentos e tecnologia em recursos humanos. Essa edição do congresso foi especialmente importante, porque marcou a retomada presencial dessa que é uma das maiores feiras da área de Recursos Humanos da América Latina. A convergência do ambiente muito acolhedor e organizado, com uma ótima programação em qualidade e atualidade, criando cenários de possibilidades de reencontros, trocas de ideias e de construção conjunta de práticas de gestão de pessoas e de negócios para o futuro foi uma das marcas dessa edição.


A Atlantic é associada à ABRH-Rio e foi a única empresa especializada em mobilidade global presente na feira. Durante três dias, pudemos nos conectar com vários profissionais e líderes do mercado que tivemos o privilégio de receber em nosso stand, e conversar sobre os grandes temas e principais tendências que o CONARH trouxe esse ano, trocando ideias sobre os desafios e as oportunidades que temos pela frente. E nesse artigo queremos compartilhar com vocês os principais tópicos dessas conversas.


E vamos começar pelo futuro: a feira contou com um grande número de palestrantes, e, dentre eles, a análise de tendências e os desafios que o mercado enfrentará nos próximos anos eram pontos recorrentes em suas exposições. Esse exercício de criatividade interdisciplinar baseada em fatos, convencionalmente denominado futurismo, foi um dos temas marcantes no evento, e a pergunta principal era: quais os principais desafios desse futuro e como podemos nos preparar para ele? A americana Elatia Abate, uma das lideranças futuristas mais relevantes do mundo, apresentou essas questões em sua palestra através de 3 pilares: tecnologia, força de trabalho e economia, e que é na convergência desses pilares que se encontram as chaves para o trabalho transformador na gestão de pessoas e na evolução dos negócios.


Aliás, convergência foi outro tema também trazido por Elatia e bastante explorado em outras palestras e debates, já que, no contexto da sociedade e mercado em plena 4a revolução industrial, não há mais espaço para polarizações ou antagonismos anacrônicos e desnecessários: sai o mundo do ‘ou isso, ou aquilo’ e entra o ‘isso E aquilo’. A construção de novos modelos, e, sobretudo, conceitos de trabalho baseiam-se de caráter híbrido do espaço, da forma e do interesse do fazer o trabalho. Não se trata mais de uma opção pelo escritório ou casa, mas casa e escritório em combinações diversas: o trabalho totalmente presencial na empresa de 9 às 6 todo dia; o trabalho totalmente remoto, em casa ou num outro espaço; a atividade flexível, com possibilidades que variam entre a composição de espaços, de horários ao longo do dia, de dias ao longo da semana, de tipo de tarefas e tipos de entregas, entre tantas outras composições e convergências. E, com isso, as mudanças de mentalidade de gestão e liderança que essas convergências demandam nas empresas.


Nesse contexto, novas estratégias de liderança foi um outro tema de destaque, em especial o papel que o ESG (do inglês environmental, social, governance) e as questões ambientais, sociais e de governança deve ter, cada vez mais, não só no planejamento, mas sobretudo no compromisso e propósito das empresas. Ainda que a responsabilidade social e as relações da empresa com sua comunidade sejam conceitos que já vem sendo trabalhados há tempos nas corporações, no mundo de hoje não cabe mais que as empresas tenham apenas comitês de diversidade, ou projetos ambientais: o ESG tem que estar presente na missão, no propósito e nas metas da empresa de tal maneira que as lideranças sejam capazes de inspirar a partir de ideias e de práticas e que a cultura da empresa se modifique, consequentemente, acolhendo iniciativas e incentivando atitudes entre seus colaboradores, que passam a ser porta-vozes e agentes, dentro e fora do ambiente de trabalho.


O evento trouxe também palestras e debates em torno do binômio tecnologia e humanização, e sua manifestação em várias dimensões do trabalho de recursos humanos e de gestão de negócios. São temas como o People Analytics, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o impacto nas relações de trabalho, e os novos conceitos de gestão de carreira, como o Upskilling, o Re-skilling e o Life Long Learning, assuntos sobre os quais continuaremos a conversa em nosso próximo artigo.

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